Princípios de Design para Serviços de Busca Usáveis

Olá! Princípios de Design para Serviços de Busca Usáveis trata-se de um artigo desenvolvido para a disciplina Interação Humano-Computador no ano de 2005, por Christiano Lima Santos, Diego Vasconcelos e Carmo e Frederico Santos do Vale sob a orientação do prof. Henrique Nou Schneider.

Como se pode perceber, tal artigo foi escrito há cerca de quatro anos atrás, o que significa que o ambiente estudado e proposto já sofrera diversas alterações após o referido trabalho e este deve ser mais considerado uma fonte informações auxiliar do que a “última palavra” sobre o assunto em questão.

__________________________________________________________________________________

PRINCÍPIOS DE DESIGN PARA SERVIÇOS DE BUSCA USÁVEIS

SANTOS, Christiano L; CARMO, Diego V; VALE, Frederico S;

SCHNEIDER, Henrique N. (Orientador)

Departamento de Ciência da Computação e Estatística

Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Campus Universitário Prof. Aloísio Campos

CEP 49100-000 – Aracaju – SE – Brasil

Abstract. In this period of intense informational revolution lived for everyone and mainly perceived by constant concern with globalization and technologic divulging, one of great risks is some problem in digital inclusion process, because it can cause great differences between the social classes existing in cyber-culture. With a goal to propose alterations in design to promise more usability and accessibility to search services, this article looks for investigate search services as mechanisms take knowledge to everyone. With this intention looked for trying several aspects of some famous search services following a group of guidelines and users’ trials and opinions.

Key-words: Accessibility, Human-computer Interface, Search Services, Ergonomics in Web Information Systems.

Resumo. Neste período de intensa revolução informacional vivido por todos e percebido principalmente pela preocupação constante com a globalização e divulgação tecnológica, um dos maiores riscos é quanto à falha no processo de inclusão digital, o que pode levar a maiores disparidades dentre as classes sociais existentes na ciber-cultura. Com o objetivo de propor mudanças no design a fim de propiciar maior usabilidade e acessibilidade aos serviços de busca, este artigo busca investigar os serviços de busca como mecanismos que levam o conhecimento a todos. Neste intuito buscou-se avaliar os diversos aspectos de alguns serviços de busca mais conhecidos segundo um conjunto de guias de recomendações e por meio de testes e opiniões de usuários.

Palavras-Chave: Acessibilidade, Interface humano-computador, Serviços de busca, Ergonomia em Sistemas de Informação para Web.

1. Introdução

1.1. Sociedade da Informação

De forma análoga ao termo “sociedade industrial”, que descreve os aspectos comportamentais e econômicos de uma sociedade construída sobre os alicerces industriais. A expressão “sociedade da informação” aponta um conjunto de alterações sobre a mesma de forma a aproveitar todo o desenvolvimento tecnológico e transmissão de informações em alta velocidade a fim de auxiliar todas as atividades cotidianas.

Como toda modificação social, a “revolução informacional” começou a ser buscada em declínio do modelo pregado pelo industrialismo no qual o investimento em produção supera o investimento em serviços e pesquisas.

Características da Sociedade da Informação: [7]

· Utilização da informação como recurso estratégico;

· Utilização intensiva das tecnologias de informação e comunicação;

· Baseada na interação entre indivíduos e instituições ser predominantemente digital.

Pode-se citar como principais objetivos do surgimento da Sociedade de Informação: [8]

· Aumentar a eficácia e eficiência do sistema econômico, a competitividade e a produtividade empresarial;

· Aumentar as habilitações, competências e conhecimento dos cidadãos, principais substratos da capacidade de desenvolvimento;

· Contribuir para a modernização, racionalização, responsabilização e revitalização da Administração Pública e do aparelho do Estado;

· Dinamizar a sociedade civil, promovendo o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos.

1.2. Importância da Informação

Para uma melhor compreensão da importância da informação nos dias atuais, é necessário conceituar de forma precisa o termo informação.

Informação é o dado com uma interpretação lógica ou natural dada a ele por seu usuário, possuindo valor altamente significativo. [9]

Deve-se atentar ao fato de que a informação é mais do que a simples agregação de dados de forma lógica. Ela deve ser entendida como parte importante das tarefas e processos presentes em toda e qualquer organização.

Em uma sociedade em que as palavras de ordem são globalização, tecnologia de ponta e alta transmissão de conhecimentos, percebe-se o papel da informação como base primária na formação social e profissional do indivíduo.

1.3. Popularidade de Serviços de Informação

2. Motivação

Diversas fontes de pesquisa e análise de mercados apontam dados que não podem ser negados, tais como a crescente necessidade de um meio de buscar informações, produtos e serviços da forma mais rápida possível: a Web.

Uma rápida consulta a websites especializados indicam que “metade dos internautas usam sites de busca antes de comprar na Web” [10]

E a importância de ferramentas de busca não se limitam à busca por produtos, pois “sites de busca são o meio preferido por consumidores para encontrarem novos websites on-line, sendo utilizados por 73.4% das pessoas entrevistadas” [11]

3. Necessidade de serviços usáveis

No mundo atual, a exclusão digital vem sendo dissipada aos poucos, com as políticas de inclusão executadas tanto por organizações governamentais quanto por não-governamentais. Para que toda a população tenha acesso à informação são necessários meios que propiciem essa inclusão.

Uma vez que tais serviços que manipulam a informação podem ser acessados por usuários com diversos níveis de experiência tanto quanto ao uso de sistemas de computadores bem como quanto ao contexto da tarefa. E quanto aos níveis de acessibilidade dos mesmos, a preocupação com como se dará a interação entre o usuário e o sistema deve ser máxima. Serviços usáveis do ponto de vista da interface, do controle da navegação e de feedback ao usuário são um convite para que o mesmo usufrua o máximo potencial do sistema.

4. Metodologia

Os objetivos-chave que norteiam esta pesquisa são a necessidade de avaliar os sistemas de busca mais utilizados e o desenvolvimento de uma proposta de novo design para serviços de busca de forma a torná-los mais acessíveis e usáveis segundo os critérios da World Wide Web Consortium (W3C).

Para tanto foram necessários, portanto, levantamento bibliográfico, análise de interface de serviços de busca e desenvolvimento de heurísticas para o serviço de busca ideal (CDF Search).

O levantamento bibliográfico teve como base a consulta a livros, artigos e websites relativos à usabilidade e acessibilidade em sistemas de informação para a WEB.

5. Sistemas de Informação

Com o uso extensivo de tecnologia no desenvolvimento de tarefas cotidianas e o crescimento exponencial na quantidade e diversidade de informações dá-se origem à necessidade de alguma forma de organização e armazenamento destas.

Sistema de informação é, portanto, todo tipo de sistema que produz e/ou gera informações, que são dados trabalhados para execução de ações e para auxiliar processos de tomada de decisões.

Na atual situação mundial onde a hiper-informação é uma realidade, faz-se necessário dispor da informação organizada, sistematizada e automatizada. A informação isolada, não tratada, não contextualizada e em excesso pode ser prejudicial. É necessário saber usá-la, não só no sentido de manter-se atualizado.

6. Serviço de Busca

6.1. Definições

Serviços de buscas são mecanismos que provêem consultas a informações existentes em uma determinada base de dados por meio da World Wide Web.

Serviços de busca, bem como serviços de venda, leilão e correio eletrônico, são ótimos exemplos de Sistemas de Informação para Web.

6.2. Classificações

Os sites de busca podem ser classificados em três grupos:

6.2.1. Search engines

Esse tipo de sites de busca utiliza programas, geralmente chamados de “robots” ou “spiders”, que vasculham a Internet para cadastrar e atualizar os sites. Embora mais ou cedo ou mais tarde seu site vá ser encontrado, é interessante cadastrar o seu site nos sites de busca mais importantes para acelerar esse processo.

Exemplos: www.radaruol.com.br, www.aonde.com.br, www.altavista.com.br, www.google.com.br

6.2.2. Catálogos

Como o próprio nome diz, os sites de busca desse tipo são uma espécie de lista classificada, com os sites agrupados por categorias. A diferença fundamental em relação aos sites de busca tradicionais é que os Catálogos, salvo exceções, só mostrarão o seu site se você se cadastrar neles.

Exemplos: www.cade.com.br, www.yahoo.com.br, www.zeek.com.br, www.achei.com.br

6.2.3. Metabuscadores

Esse tipos de sites de busca possuem um software que irá procurar a palavra solicitada em vários sites de busca e diretórios simultaneamente. Trocando em miúdos, quando você entra com a palavra-chave em um metabuscador é como se você fizesse a mesma coisa em uma dúzia ou mais de sites de busca simultaneamente. Os metabuscadores são muito eficientes na localização de temas muito específicos e difíceis de localizar como, por exemplo: “drosophila melanogaster” Como os metabuscadores não possuem um banco de dados próprio, uma vez que eles utilizam as informações de outros sites de busca, você não registra a sua página em um metabuscador mas sim, nos outros sites de busca, que é onde ele vai encontrá-la.

Exemplos: www.radix.com.br, www.miner.com.br

6.3. Tecnologias

É inconcebível o estudo das tecnologias utilizadas nos serviços de busca sem analisar as fases pelas quais passaram os mesmos.

Como uma das ferramentas pioneiras na área, o Yahoo! utilizava métodos atualmente considerados ineficientes no armazenamento e processamento de suas consultas: a organização de todas as informações era feita em um sistema de diretórios, tarefa esta efetuada por pessoas, e não por software, o que já aponta uma grande perda na velocidade de acréscimo de novas informações ao sistema.

Outros serviços de busca, tais como o Alta Vista, surgiram com abordagens interessantes, entretanto o Google conseguiu revolucionar em seu tempo. Em vez de catalogar a informação somente baseado no conteúdo de um site ele analisa, também, a popularidade dos links que levam ao conteúdo deste site por meio de um algoritmo.

Atualmente, a pesquisa em torno de robôs para busca de fontes de informações por meio da relevância e qualidade do contexto apresentada está sendo desenvolvida de forma massiva.

6.4. Tendências

Com o intuito de oferecer cada vez mais informação com qualidade ao usuário, os serviços de busca estão investindo em novas tecnologias que possibilitem:

  • O uso de robôs de busca para elevar a importância do conteúdo selecionado;

· Serviços de busca cada vez mais especializados (serviços de busca de materiais educativos, serviços de busca de produtos à venda, etc.);

· Algoritmos mais complexos que possibilitem consultas em tempos ainda menores e com maior sucesso;

7. Os 10 mandamentos do CDF Search

7.1. Opções claras e diversificadas

Quando se busca uma boa usabilidade, precisa-se avaliar bem a disposição dos elementos da interface, para que o usuário identifique sem maiores problemas cada funcionalidade do sistema.

Neste contexto, o 1º mandamento do CDF Search, opções claras e diversificadas, entra em cena, pois ao entrar num site de busca. O usuário quer logo executar a tarefa de busca, de acordo com o que ele necessita, ou seja, pelo tipo da informação que ele busca, seja ela imagens, músicas, documentos, esta escolha tem que ser claramente visível para o usuário.

É percebido o não cumprimento dessa lei, por exemplo, na figura 1, pois quando o usuário busca a informação, ele não escolhe que tipo de informação está buscando, isto porque o site não permite essa escolha.

Figura 1 – Exemplo de site sem diversificação quanto à busca

Na figura 2 encontra-se o site de busca Alta Vista onde claramente o usuário escolhe o tipo de informação que ele busca.

Figura 2 – Site do Alta Vista com diversificação clara

7.2. Definição intuitiva e máxima visibilidade no funcionamento de uma busca

Atualmente, a maior parte dos serviços de busca emprega a mesma interface em seu serviço, o que aumenta a taxa de aprendizado (a compreensão de um desses mecanismos leva ao entendimento dos demais). Mas ainda há algumas falhas quanto à escolha de componentes que possuam a melhor affordance possível, eliminando-se assim a necessidade de “treinamento” e aumentando a possibilidade de reconhecimento.

Na figura 2, por exemplo, o site do Alta Vista é totalmente intuitivo o serviço de busca.

7.3. Máxima visibilidade dos componentes do sistema e informações sobre os mesmos

Uma falha perceptível com alguns serviços de busca, como o Yahoo!, figura 3, é o desenvolvimento de novos serviços e tentativas de agrupá-los em uma única interface. O que poderia, então, auxiliar o usuário a encontrar mais rapidamente o serviço que lhe convém, acaba por tornar-se um empecilho, pois ocorre demasiada “poluição visual”, perdendo-se a visibilidade das informações.

Figura 3 – Site do yahoo, mostrando alguns dos seus produtos e serviços

Além disso, percebe-se a falta de explicações ao usuário sobre o papel de cada elemento da interface, levando o mesmo a buscar tais informações por meio do já clássico “tentativa e erro”, ou seja, testando cada uma das funcionalidades.

7.4. Opções para usuários avançados

Todo sistema deve ser utilizável ao máximo por qualquer usuário, independente do seu nível de experiência.

Uma prática já comum em serviços de busca é o desenvolvimento de uma interface bem amigável e simples, direcionada a qualquer usuário independente de seu nível de conhecimento, como default, e a possibilidade de alterar para uma outra forma de interface mais completa com opções para usuários com conhecimentos mais avançados.

A maior vantagem desta técnica, integrada aos mandamentos anteriores, é o fácil acesso às opções desejadas, facilitando a busca.

Na figura 4, no site da Alta Vista percebe-se a existência dessa função.

Figura 4 – Pesquisa avançada no site do Alta Vista

7.5. Bom feedback para o usuário

Uma possível falha na maior parte dos sistemas voltados para a WEB é a falta de feedback explícito ao usuário logo após suas ações.

Como observado na figura 5, logo após clicar no botão Localizar a única informação visível sobre o atual processamento da informação está na barra de status do navegador.

Figura 5 – Pesquisa em progresso no site do Alta Vista

Uma política interessante adotada por fóruns de discussão é a exibição de uma mensagem como feedback ao usuário.

Tome-se como exemplo a Figura 6, onde, ao se clicar no botão “Nova Mensagem”, altera-se o texto do mesmo para “Obrigado e até logo!”. Percebe-se então neste ponto uma eficiente utilização da atual área de foco da atenção do usuário (o botão “Nova Mensagem”) como melhor localização para o feedback.

Figura 6 – Botão de um fórum de discussão antes de postar uma mensagem

Figura 7 – Botão de um fórum de discussão após postar uma mensagem

7.6. Acessibilidade para todos os tipos de usuários, incluindo deficientes [6]

O conceito de Acessibilidade envolve:

  • · “Utilizadores” nenhum obstáculo é imposto ao indivíduo face às suas capacidades sensoriais e funcionais;
  • · “Situação“ – o sistema é acessível e utilizável em diversas situações, independentemente do software, comunicações ou equipamentos;
  • · “Ambiente” o acesso não é condicionado pelo ambiente físico envolvente, exterior ou interior;
  • · Flexibilidade da informação e interação relativamente ao respectivo suporte de apresentação;

Sumariamente, busca-se com o termo acessibilidade definir o nível de possibilidade de adaptação de um sistema ao seu usuário, quer seja ele portador de necessidades especiais ou não.

Grupos de estudos no assunto começaram a divulgar as principais características inerentes a sistemas web com razoável nível de acessibilidade, mas infelizmente os atuais serviços de busca parecem não estar prontos para tratar desse ponto com a devida seriedade.

Pode-se apontar, então, como metodologia a ser aplicada no desenvolvimento e avaliação de um sistema acessível:

A) Garantir que todas as imagens se encontram legendadas ou descritas com texto:

Isso se faz necessário, pois deficientes visuais poderão receber informações sobre essa imagem por meio de um leitor de ecrã.

Figura 8 – Exemplo de uma imagem legendada

B) Garantir que o tamanho do texto pode ser aumentado com as opções do seu navegador:

Pessoas que possuam problemas de visão, como idosos, podem necessitar que os textos apareçam em fontes maiores de forma a facilitar a visualização.

Figura 9 – Menu do Internet Explorer apontando opções de tamanho de texto

C) Garantir que o comprimento do texto na página se ajusta ao tamanho da Janela:

Visa garantir que os ajustes feitos ao tamanho da fonte não dificultem a compreensão e visualização do texto.

Figura 10 – Software do tipo “lente de aumento” facilitando a leitura

D) Garantir a identificação dos campos dos formulários:

Busca-se com isso facilitar a navegação e preenchimento de informações em sistemas web, principalmente para pessoas que possuam deficiência visual.

Figura 11 – Exemplo de botão identificado

E) Permitir a ativação dos elementos da página através do teclado:

A disponibilização de todas as funcionalidades por meio do controle do teclado implica em garantir que pessoas que possuam algum tipo de deficiência motora, como falta de coordenação dos membros ou restrições em seus movimentos de forma a dificultar o manuseio do mouse, possam ter total controle sobre suas ações no sistema.

Figura 12 – Equipamento adaptado para pessoas com restrições nos movimentos dos membros superiores

F) Garantir que os textos das ligações sejam compreensíveis fora do contexto:

Da mesma forma que o item A, busca garantir que os hyperlinks façam sentido àqueles que possuam deficiência visual, uma vez que o leitor de tela interpretará essa informação.

Figura 13 – Textos de ligação indecifráveis para uma parte dos usuários se não identificados

G) Fornecer uma forma simples para contatar o responsável:

Esta é a forma de garantir o feedback do usuário, pois por mais usável e acessível que se pareça ser o sistema, somente em situações de uso real podem ser constatadas as suas falhas.

Figura 14 – Forma de contato facilmente identificada

H) Utilizar ferramentas e serviços automáticos de análise da acessibilidade:

Algumas ferramentas já existentes são capazes de analisar a estrutura de sistemas para Web segundo os critérios já apresentados de A a G e outros mais que porventura interessem ao desenvolvedor.

Pode-se citar então a:

  • Lista atualizada no site do W3C

http://www.w3.org/WAI/ER/existingtools.html

  • ¡Utilização do “Bobby” para análise da acessibilidade e o emulador de navegador de texto Lynx Viewer

l http://udl.cast.org/bobby

Figura 15 – Janela de preferências de uma ferramenta para análise de usabilidade

I) Fixar o símbolo de acessibilidade na Web:

Fixando-se o símbolo de acessibilidade informa-se que o sistema em questão busca atender todas as recomendações citadas.

Serviços de busca com a possibilidade de pesquisas visando tais necessidades especiais do usuário poderão então facilmente identificar páginas que sigam esses padrões.

Deve-se inserir no código-fonte a Tag:

ALT=“Símbolo de Acessibilidade na Web”

E o seguinte selo:

Figura 16 – Selo de Acessibilidade

7.7. Seleção quanto à qualidade do contexto

Os mecanismos de busca atuais baseiam-se na quantidade de ocorrências de palavras-chave e de visitas que uma determinada página recebe

· Deve-se considerar a relevância da palavra-chave no contexto

· No futuro: robôs de busca levarão em consideração o contexto semântico das palavras

7.8. Manter perfil dos usuários e suas preferências de consultas

A pretensão de manter um perfil do usuário surge com a necessidade de oferecer-lhe buscas cada vez mais rápidas e eficientes.

Dentre os benefícios, podemos citar:

· Auxiliar em pesquisas semânticas

· Informar sobre possíveis atualizações nas páginas mais visitadas pelo usuário

· Informar sobre surgimento de novas páginas que abordem os temas mais explorados pelo usuário

7.9. Alta velocidade de processamento e retorno de informações sem perda de performance

Da mesma forma que o Google revolucionou em sua época com consultas amplas e em intervalos de tempo razoavelmente curtos por meio de algoritmos complexos, faz-se necessário desenvolvimento de novas metodologias sobre o armazenamento da informação e manipulação da mesma durante consultas.

Dois princípios que podem nortear esse processo são:

· O usuário não quer esperar, ele precisa desta informação agora;

· Quanto mais complexos e refinados os algoritmos de busca, mais demorada ela se torna.

7.10. Maior auxílio ao usuário na realização da busca

Uma característica que já é perceptível nos novos serviços de busca é a necessidade de facilitar ao máximo a consulta do usuário, quer seja oferecendo recursos para “autocompletar” as palavras-chave de uma busca baseado em pesquisas já feitas pelo usuário (figura 18) ou mantidas em um banco de dados (figura 19), quer seja por meio de confirmação e até mesmo tentativa de retificação (conforme o consentimento do usuário) na ortografia dos termos utilizados na busca.

Figura 17 – “Autocompletar” por meio de pesquisas já feitas pelo próprio usuário

Figura 18 – “Autocompletar” por meio de uma vasta base de dados, facilitando ainda mais a realização da pesquisa pelo usuário


8. Conclusões

Após análise dentre as ferramentas de busca mais conhecidas atualmente, podemos notar uma maior preocupação em oferecer ao usuário aquilo que ele espera por parte dos serviços de busca.

Entretanto, muito há que ser melhorado, a fim de que os sistemas de informação que processam buscas tornem-se completamente usáveis, acessíveis e ideais para quaisquer tipos de usuário.


9. Referências Bibliográficas

[1] http://www.google.com.br

[2] http://www.altavista.com.br

[3] http://www.yahoo.com.br

[4] http://www.useit.com

[5] http://www.websinder.uol.com.br

[6] Noções de acessibilidade à web. acessibilidade.net, Portugal. disponível em: <http://www.acessibilidade.net/web>. Acesso em: 2 abr. 2005

[7] Gouveia, Luis Borges e Gaio, Sofia. Workshop Sociedade da Informação: balanço e implicações. Auditório da Universidade Fernando Pessoa. 11 e 12 de Dezembro, 2003.disponível em: <http://www2.ufp.pt/~lmbg/>.Acesso em: 2 abr. 2005

[8] REZENDE, Denis Alcides e ABREU, Aline França. Tecnologia da Informação Aplicada a Sistemas de Informação Empresariais. Editora Atlas. São Paulo, 2000

[9] Metade dos internautas usam sites de busca antes de comprar na web. Folha Online, São Paulo, 16 fev. 2005. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u17989.shtml>. Acesso em: 2 abr. 2005

[10] Driving Customers, Not Just Site Traffic. Forrester Research, 28 Mar. 2001

[11] http://www.distefanoconsultoria.com/cadastro.htm

Share and Enjoy

  • Facebook
  • Twitter
  • Delicious
  • LinkedIn
  • StumbleUpon
  • Add to favorites
  • Email
  • RSS
 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Email
Print