Uma Introdução à Inteligência Artificial

Não é preciso ir muito longe para vermos o quanto se fala da importância da Inteligência Artificial – IA, como apelidamos.
Quem estuda Inteligência Artificial e, então, parte em busca de aprender sobre seu emprego, logo se espanta com a disparidade entre o que se discute na academia (em universidades) e o que se vê no mercado (nas empresas desenvolvedoras).
Fala-se em resolução de problemas, simulação de comportamento humano e até mesmo de geração de conteúdo de forma dinâmica, mas… Do que realmente se trata Inteligência Artificial? Por que é tão importante? Quais tipos de problemas ela resolve? Quais não resolve? E, afinal de contas, o que significa inteligência?
Precisamos, então, começar conceituando inteligência e Inteligência Artificial antes de prosseguirmos com as demais questões.

Inteligência x Inteligência Artificial

A fim de compreender do que se trata Inteligência Artificial, precisamos primeiro compreender o real significado do termo inteligência.
Segundo Piaget, é a capacidade adaptativa de um ser em relação a alterações no ambiente físico ou social (PIAGET, apud RABUSKE, 1995, p. 19). Esta definição é bastante ampla e envolve tanto ações conscientes quanto inconscientes do ser.
Já Rabuske define como sendo “o processo contínuo de aquisição, de triagem, de ordenação e de interpretação da informação” (RABUSKE, 1995, p. 18). Observe bem o fato de que ele conceitua inteligência como envolvendo todos os processos necessários para a aquisição de um novo conhecimento, desde a aquisição de dados até a sua interpretação.
A fim de complementar as duas definições já propostas, consideraremos aqui que inteligência trata-se também da capacidade de um ser de tomar decisões, reativa ou proativamente, em relação a algum fato ou acontecimento, recente ou não.
Em computação, podemos afirmar que temos inteligência artificial quando um dispositivo eletrônico é capaz de demonstrar alguma “inteligência” a fim de resolver algo, em outras palavras, “se podemos imaginar um dispositivo capaz de colecionar, de selecionar entre, de compreender, de distinguir e de saber, então temos inteligência artificial” (FEIGENBAUM e MCCORDUCK, apud RABUSKE, 1995, p. 21).
Sendo assim, Inteligência Artificial é a disciplina que estuda formas de resolução de problemas bem como o comportamento humano a fim de replicá-lo em meio artificial a fim de auxiliar o homem na execução de tarefas.

Onde Observamos Inteligência Artificial?

Não é muito difícil obtermos exemplos de IA: das aplicações mais simples às mais complexas, sempre que temos a necessidade de que o computador tome decisões de forma reativa ou pró-ativa em relação às informações apresentadas pelo ambiente ou a fim de resolver um problema, temos algum exemplo de Inteligência Artificial.

Dos robôs industriais aos jogos de computador, vários são as aplicações onde podemos aplicar Inteligência Artificial a fim de conseguirmos melhores resultados.
Dentre as diversas aplicações de IA, podemos destacar:

  • Processamento de linguagem natural – por meio do processamento dos sinais de voz ou texto, o computador é capaz de identificar a informação enviada pelo usuário, processá-la e responder-lhe de forma coerente. Atendentes/assistentes virtuais são um excelente exemplo onde o emprego de processamento de linguagem natural pode ser usado a favor das pessoas;
  • Reconhecimento de padrões – de forma similar ao anterior, por meio de análise de um conjunto de dados (que podem ser visuais, sonoros, elétricos, etc.) o computador é capaz de classificar a informação e encontrar aquilo que lhe é relevante. Um exemplo de seu uso é na segmentação e interpretação de placas de automóveis em fotografias de radares, ou o funcionamento de sistemas de OCR para escanear e identificar textos em imagens;
  • Desenvolvimento de sistemas especialistas – sistemas especialistas são sistemas desenvolvidos com o intuito de auxiliar o ser humano em uma tarefa específica. São conhecidos como especialistas porque geralmente são elaborados com uma grande base de dados sobre o assunto, o que os torna “especialistas no assunto”;
  • Criação de simuladores – o uso de simuladores, principalmente na educação, treinamento e/ou entretenimento, tem chamado a atenção de diversos pesquisadores. Por meio do emprego de um ambiente capaz de “aprender”, de reagir às ações do usuário, podemos melhor avaliar o desempenho do mesmo. Hoje, até mesmo em análises de ambiente podemos encontrar o uso de simuladores com IA, um exemplo disso é em análises periciais.

Há várias outras aplicações de IA. Qualquer tarefa que exija a necessidade de classificação de dados e inferência de novas informações a partir deles pode ser melhor automatizada quando aplicados conhecimentos da área de Inteligência Artificial.

[Conteúdo pertencente ao Material do curso de Inteligência Artificial]

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