Uma Introdução à Interação Humano-Computador

Definindo Interação Humano-Computador

Segundo Baecker e Buxton (1987), Interação Humano-Computador (IHC) é “o grupo de processos, diálogos e ações através do qual um usuário humano emprega e interage com um computador”.

Para a Association for Computing Machinery (ACM): “Interação Humano-Computador é uma disciplina que se preocupa com o projeto, avaliação e implementação de sistemas de computadores para o uso humano”.

A IHC é uma área multidisciplinar que não está voltada somente para o estudo de computação ou do ser humano, mas que envolve ciência da computação e psicologia, dentre outras, e que está voltada para a aplicação do conhecimento dessa série de áreas para a obtenção de interfaces “amigáveis” possibilitando a comunicação do homem com o objeto de estudo da computação: o computador. Em outras palavras, IHC deve oferecer o meio mais adequado para que o usuário consiga maximizar sua experiência na interação com o computador, apesar de suas limitações e/ou restrições de tecnologia existentes.

Diferenciando interação e interface

Há dois termos que são usados indistintamente, mas que são diferentes: a Interação e a Interface. O campo de atuação da interação em IHC é tudo que ocorre durante a comunicação do homem (a realização de tarefas) e o computador. Já o conceito de interface é o componente (software) que mapeia as ações do usuário quando este solicita certo processamento ao sistema, através de uma aplicação e apresentação dos resultados pelo mesmo. Assim, a interação envolve, além da interface, o ambiente físico onde o trabalho é desenvolvido.

Encontram-se problemas de interface na maioria das aplicações atualmente, apesar de os projetistas investirem horas com a mesma, em virtude da não preocupação de quem as construiu com os fatores humanos: a percepção visual, a psicologia da leitura e o modelo mental do usuário.

Como um usuário recebe informações e executa tarefas

A habilidade do usuário no processo de obtenção de uma informação de um sistema interativo envolve três dos seus sentidos: a visão, a audição e o tato. A maioria das interações humano-computador ocorre através da visão. Os usuários processam e interpretam a informação visual para, a partir dos seus modelos mentais, extrair o conhecimento. Logo uma especificação apropriada de comunicação visual é o  elemento chave de uma interface “amigável”. Mas, ainda hoje muito da informação apresentada aos usuários é feita de forma textual, não se preocupando nem mesmo em facilitar a exibição dessa informação.

A informação é armazenada de duas formas possíveis  na memória humana: ou pela memória de curta duração, que possui, obviamente, capacidade de armazenamento e recordação limitados, ou pela memória de longa duração que é onde reside o conhecimento humano. Dessa forma o projetista de IHC deve se preocupar como as informações e estrutura da interface irão afetar esses tipos de memória. Caso contrário, corre-se o risco de se ter um sistema de difícil utilização por parte do usuário, perdendo em competitividade com outros que atendam a esses requisitos.

Além disso, a interface deve ser especificada de modo que o usuário possa desenvolver heurísticas (procedimentos, regras e estratégias) que tendem a ser específicas do domínio do conhecimento, devendo permanecer consistentes nas diferentes fases de interação, pois a maioria das pessoas não aplicam raciocínio indutivo ou dedutivo quando se deparam com um problema, além de terem de ser baseadas no conhecimento de problemas similares.

Nos tópicos a seguir abordar-se-ão as três preocupações fundamentais de Interação Humano-Computador: a Ergonomia, a usabilidade e a acessibilidade.

[Conteúdo pertencente ao Material do curso de Interação Humano-Computador]

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